Estar longe é quando se esta onde não se queria estar e não importa quem partiu, pra onde foi, quem foi, porque foi.
Longe é longe, e é, e dói.
Longe é qualquer lugar, é um lugar fora do alcance dos braços, dos abraços, um qualquer lugar fora do abraço, tao longe.
Longe é longe das vistas, dos olhares, das mãos, do toque, da pele, do som.
Longe é metáfora e é verdade, longe é uma imposição, minha, sua, da vida, imposição.
Longe é ausência e carência.
pode ser mais carência, como saudade antecipada de quem ainda começa a se despedir.
pode ser mais ausência, como ausência que fica, com quem fica, quando outro alguém se vai.
Virtualidades aproximam e amenisam o longe, mas ele continua tão não perto.
Olhares continuam ausentes, gestos continuam vazios, mãos continuam sozinhas, esquentando-se em bolsos, cade a outra mão quentinha? cade?
vozes transmitidas em fios e impulsos de eletricidades não são as mesmas vozes dos susurros, das conversinhas ao pé do ouvido, são aspectros de voz, de presença, de discurso.
e mesmo imagens ao vivo, televisionadas e enviadas são só imagens.
Mas não há mentira tecnologica que resolva a falta do abraço, não há outro perfume que substitua o cheiro da pele.
Religiosidades aproximam o longe e temos a impressao de que quem partiu de vez, permanece, a fé serve pra isso também, a fé e esperança se misturam e diluem todo o medo da saudade eterna.
Mas longe,
Longe continua longe,
Longe demais.
segunda-feira, 16 de março de 2009
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